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Para enfrentar a violência nas escolas - participação e democracia

A depender da proposta do PSDB, a violência nas escolas não tem data  para acabar. O governo do Estado contabilizou atos de violência em 62% das escolas estaduais no ano passado. 

A rede é composta por 5.278 unidades freqüentadas por 4.489.398 alunos. O quadro do magistério totaliza 217.575 profissionais. Os professores somam 196.297 sendo quase a metade professores temporários, aqueles que dificilmente permanecem por muito tempo em uma mesma escola. É essa rede gigante que se encolhe e se atemoriza diante dos atos de violência que quase cotidianamente acontecem entre os muros escolares. 

E a proposta do governo diante das estatísticas apontadas, é de redução em 10% dessas ocorrências, em quatro anos. É evidente que qualquer diminuição dessa violência é absolutamente bem-vinda, mas estipular um percentual de redução da violência significa afirmar a permanência do problema na grande maioria das escolas afetadas. Afinal de contas, são vidas humanas, jovens, professores envolvidos em situações dramáticas e não poucas vezes com desfechos trágicos. É imperativo que se construam políticas públicas, ações e programas que possam enfrentar a gravidade da situação. 

Por dentro da escola a conjugação de esforços da comunidade escolar (pais, professores, direção e alunos) articulada com a organização desses segmentos, é condição indispensável para resultados positivos. Mas essa união e organização têm que se constituir a partir de práticas radicalmente democráticas com a participação de todos nos debates e nas decisões de toda e qualquer ação a ser empreendida. Nossas escolas ainda guardam ranços autoritários que se reproduzem a partir da própria estrutura da Secretaria da Educação e impedem a convivência democrática. 

Ainda por dentro da escola, as condições precárias na grande maioria das unidades são um desestímulo à freqüência e vontade de estudar. Portanto, transformar a escola em um centro ativo, dinâmico e atrativo que desperte em nossa juventude a necessidade e o prazer do conhecimento e onde o jovem é valorizado, podendo participar ativamente das decisões na escola, é disputar com as drogas, com a falta de perspectiva da juventude, e mesmo com as condições sociais adversas em que a grande maioria de nossos alunos vivem. Mas, para isso, é fundamental mudar a rota da falta de investimento ampliando generosamente os recursos para a Educação e repensar o conteúdo que hoje são ensinados aos nossos alunos.

Se esses objetivos forem atingidos já terão sido erguidas as primeiras barreiras contra a violência, inclusive a que vem de fora, na mão armada do bandido, do ladrão, do predador, do traficante.   

Essas são ideias que poderão ser discutidas, aprofundadas e gerarem propostas concretas no Plano Estadual de Educação, melhor instrumento para acertar o prumo de uma mudança radical na situação do ensino no Estado de São Paulo.

Assessoria de Educação da Liderança da Bancada do PT



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