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Taxa de desemprego no Grande ABC diminui e é a menor de toda a pesquisa

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Em dezembro, a taxa de desemprego diminuiu e é a menor de toda a série da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) do Grande ABC, iniciada em 1998. As informações são da Fundação Seade e Dieese em parceria com o Consórcio Intermunicipal Grande ABC.

A taxa de desemprego total nas sete cidades diminuiu, ao passar de 8,6%, em novembro, para os atuais 8,1%. Sua principal componente, a taxa de desemprego aberto, variou de 7,0% para 6,6%.

Em dezembro, o contingente de desempregados foi estimado em 115 mil pessoas, sete mil a menos que no mês anterior. Este resultado decorreu da geração de 13 mil postos de trabalho, número superior ao de pessoas que ingressaram na força de trabalho da região (seis mil). A taxa de participação passou de 61,7% para 61,9%, no período em análise.

No Grande ABC, o aumento de 1,0% do nível de ocupação elevou o contingente de ocupados para 1.309 milhão de pessoas. Sob a ótica setorial, ampliaram-se os níveis de ocupação no agregado Outros Setores – basicamente Construção Civil e Serviços Domésticos (4,5%, ou geração de seis mil postos de trabalho) e no Comércio (2,5%, ou cinco mil) e permaneceram em relativa estabilidade na Indústria (0,3%, ou 1 mil) e nos Serviços (0,2%, ou 1 mil).

Segundo posição na ocupação, o número de assalariados reduziu-se 1,1%, no mês em análise. No setor privado, diminuiu o emprego com e sem carteira de trabalho assinada (1,1% e 6,6%, respectivamente). Ampliaram-se os contingentes dos classificados nas demais posições ocupacionais (8,1%) e de autônomos (4,8%).

A média de horas semanais trabalhadas pelos ocupados e assalariados aumentou de 41 horas para 42 horas, entre novembro e dezembro. Também se elevaram as proporções de ocupados e assalariados que trabalharam além da jornada legal de 44 horas: de 32,2% para 33,3% e de 29,2% para 30,0%, respectivamente, no período em análise.

Entre outubro e novembro de 2011, diminuiu o rendimento médio real dos ocupados (1,4%) e praticamente não variou o dos assalariados (0,1%), passando a equivaler a R$ 1.624 e R$ 1.636, respectivamente. Elevaram-se as massas de rendimentos de ocupados (0,7%) e assalariados (1,2%). Isso ocorreu, no primeiro caso, em função do aumento do nível de ocupação, uma vez que se reduziu o rendimento médio, e, no dos assalariados, devido ao crescimento do nível de emprego e do salário médio real.

PED ANUAL

Em 2011, o nível de ocupação na Região do ABC aumentou 2,0%, crescimento inferior à média anual da última década (2,3%) e ao verificado em 2010 (4,7%). A geração de 25 mil postos de trabalho, número superior ao de pessoas que ingressaram no mercado de trabalho da região (6 mil), resultou na redução do contingente de desempregados em 19 mil pessoas. No ano em análise, o total de desempregados foi estimado em 139 mil pessoas, o de ocupados em 1.264 milhão e a População Economicamente Ativa – PEA, em 1.403 milhão.

A taxa média de desemprego total diminuiu de 11,3% para 9,9%, entre 2010 e 2011, a menor taxa da série da pesquisa, iniciada em abril de 1998. No ano em análise, reduziram-se as taxas de desemprego aberto (de 8,9% para 8,0%) e oculto (de 2,4% para 1,9%).

Por segmento populacional, a taxa de desemprego diminuiu em praticamente todos os grupos analisados (à exceção dos chefes de domicílio, cuja taxa passou de 5,0% para 5,3%). Destaca-se a redução das taxas de desemprego entre as mulheres (de 14,4% para 11,8%), os cônjuges (de 11,9% para 9,1%), as pessoas com ensino fundamental completo e médio incompleto (de 17,2% para 13,6%) e os negros (de 14,1% para 11,7%).

O total de assalariados aumentou 2,7%, em 2011, resultado do crescimento do setor privado (3,6%), uma vez que diminuiu o emprego público (5,4%). No segmento privado, a expansão do número de assalariados que possuíam carteira de trabalho assinada (6,4%) contrastou com a retração do contingente dos que não a possuíam (11,4%). Reduziram-se também os contingentes de autônomos (4,0%, pelo acréscimo do número daqueles que trabalham para empresas, uma vez que aumentou o de autônomos que trabalham para o público em geral) e dos empregados domésticos (8,7%), mas ampliaram-se o de empregadores (18,1%) e o daqueles classificados nas demais posições ocupacionais (13,7%).

Mantiveram-se praticamente estáveis os rendimentos médios reais de ocupados (0,3%) e assalariados (0,3%), que passaram a equivaler a R$ 1.589 e R$ 1.629, respectivamente. No período em análise, o pequeno aumento do salário médio do setor privado (0,5%) refletiu seu crescimento na Indústria (2,2%), que mais que compensou a relativa estabilidade nos Serviços (-0,3%) e a redução no Comércio (4,3%). Cresceu o salário médio dos empregados com carteira de trabalho assinada (1,1%) e se contraiu o dos sem carteira (12,2%). Também diminuiu o rendimento médio dos autônomos (9,1%) e pouco variou o dos empregados domésticos (0,4%).

O rendimento máximo recebido pelos 10% de ocupados mais pobres (R$ 527) cresceu 3,2% entre 2010 e 2011, enquanto o rendimento mínimo obtido pelos 10% de ocupados mais ricos (R$ 3.126) reduziu-se em 4,7%, mantendo tendência verificada nos últimos anos.



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